sábado, 31 de dezembro de 2011

2011



Eu não sei 2011, é complicado. Muitas coisas ocorreram na minha vida. Mas eu habituei pensar que 2011 foi um ano maravilhoso para mim e que contribuiu interamente no que eu me tornei...

Em Janeiro tive uma depressão, passava minhas férias sofrendo, imaginando meu futuro, reneguei-me totalmente, me privei de tudo que fazia-me bem. Rezava para deus, as coisas não estavam dando certo, eu era muito inseguro.

Fevereiro foi um alongamento da minha depressão, a escola tinha começado e estava tudo ruim. Acabei me apaixonando e isso durou muito tempo, foi terrível. Eu não estava sendo eu, eu jorrava preconceitos, sofria internamente. apesar de que por fora tudo parecia estar tudo bem.

Mas foi em Março e em Abril que tive um pouco de felicidade, saia bastante, fiz alguns amigos, gostava de ir para o colégio, era prazeroso na medida do possível. Mas foi em Março e Abril que eu tive um pouco de felicidade, mas era pura ilusão.

Maio, o mês da Ressignificação. Percebi o quanto eu não era o melhor que eu podia. Então, por acaso, me vi em um debate sobre religião, depois disso passei a ler muito texto, li Richard Dawkins, entrei em blogs ateístas... Afirmei-me ateu. Minha vida mudou completamente. 

Junho e Julho foram cruéis. Eu não tinha mais um apoio divino, eu não era feliz, eu não era aceito pela sociedade, nem pela minha família. Eu era uma farsa. Tudo me incomodava, passava o tempo lendo livros, vendo filmes. 

Agosto foi o meu fim. Ou pode chamar de início. Eu estava muito mal, nada fazia-me feliz. Então, eu coloquei trinta dias no papel, trinta dias para mudar minha vida. Nada poderia continuar como estava, não poderia mais me abastecer de privações.

É aí que entra o melhor mês da minha vida:

Setembro: Mês do prazer. Eu passei a viver de sexo, foi um mês de descoberta, perda de preconceitos, perda de inibições, principalmente foi o mês que me fez começar a escrever. As palavras caíram sobre mim e eu me encharquei delas.

Outubro e Novembro foram uma extensão de Setembro. Só que ainda virei feminista, conheci muita gente e conheci a felicidade duradoura. Era feliz por ser. Não como quem procura a felicidade, mas como quem aceita a existência dela. Eu não pensava mais. Eu sentia, eu vivia. Eu nunca esquecerei-me de tudo que mudou. 

Por fim dezembro carregando um pouco de tédio, um pouco de passagem, mostrando-me que virá muitas mudanças pela frente. Isso me assusta, mas aponta-me a liberdade. Eu quero viver tudo, não quero deixar nada passar. Sou sem filtros, sem poros. Atraio sentimentos, todos. Hoje, posso dizer que sou infinitamente mais feliz do que antes, que nada me prenderá. Sou o que eu quero ser. E a consumição continuará em mim.

Que o prazer e a felicidade invadam minha vida em 2012. As portas estarão abertas a todo hedonismo que os ventos carregarem. Que venham-me amor, mini-amores, amizades. Que venha aprendizado e escrita. Que não seja preciso sofrer para escrever. Que viver seja mais do que estar vivo, sendo o exercício diário de aproveitar a felicidade e a liberdade. Que viver seja sonhar nossos sonhos realizáveis

Ao mundo, meu obrigado e minhas felicitações.

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Que em 2012 eu tenha:

1. felicidade de levantar a cada dia.
2. liberdade como meio de vida.
3. alguém sempre a espera. 
4. consciência de que só eu posso fazer as coisas acontecerem. 
5. força para fazer tudo o que eu quero fazer.





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